De acordo com o presenciamento de algumas experiências, já era sabida a existência de grupos que auxiliavam pessoas que desejavam abandonar o vício do uso de drogas e álcool. No decorrer dos tempos, vamos ficando mais suscetíveis a encontrar novos casos mesmo que seja apenas através de leitura, imprensa e outras formas mas a verdade é que quando conhecemos um, acabamos por ter maior facilidade em conhecer outros, talvez porque de certa forma passamos a viver nesse meio, o de recuperar um doente, passamos a prestar mais atenção em novos casos para podermos aprimorar nossos conhecimentos de ajuda, fazemos comparações e acabamos descobrindo que apesar de cada caso ser um caso, todos têm um fundo de igualdade. O caminho da recuperação não é em nada fácil mas é muito menos complicado do que conviver com o vício, com a drogadicção. Vale citar que até se descobrir que existem meios para de deixar as drogas, o álcool e até outras formas de dependência - existem pessoas que têm compulsão por exemplo por chocolate e que chegam a ter problemas sérios por causa disso, a vida vira um inferno - sofre-se muito, não se sabe o que fazer e na quase totalidade das vezes nada é feito pela vontade de não querer enxergar o problema - "...a minha família não tem problemas desse tipo, meus filhos são perfeitos..." - até que chega um "fundo de poço" e a situação fica completamente insustentável, entra-se em desespero total. Isso acontece devido a problemas decorrentes do próprio vício que levaram o dependente a cometer atividades ilícitas, cometendo crimes, ou sua saúde foi mesmo para o "saco". E agora? O que fazer? O que muitos não sabem e que significa uma grande ferramenta, fundamental na recuperação de pessoas que fazem uso de substâncias que lhes trouxeram problemas, são os grupos de auto-ajuda. Assim como as instituições para internação que muitas vezes se fazem necessárias para um início de recuperação mais intensivo, os grupos ajudam tanto o próprio dependente a evitar o contato com drogas ou álcool como também auxiliam os familiares e amigos a lidarem com o problema, a entenderem o dependente químico. De nada adianta internar uma pessoa durante alguns meses se esta mesma não entender seus defeitos de caráter, não souber fazer uma auto-avaliação, enfim, a se conhecer profundamente a ponto de identificar os pontos negativos de sua personalidade para saber o que a faz tomar tais atitudes ao invés de procurar dentro da própria família o alicerce necessário para o seu viver sadio. Os grupos ajudam justamente nesse ponto. Ajudam a identificar esses pontos negativos, reeducam além do próprio dependente, pais e amigos no que diz respeito à conduta a tomar junto a eles. Não se trata de divulgação. É apenas um esclarecimento que pode ajudar pessoas a descobrirem caminhos de ajuda que muitas vezes estão ocultos em suas vidas.
UNIMED
IMPORTANTE
- Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
- As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
|