A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje, Dia Mundial da Água, que foi descoberto um novo método para descontaminar a água no Bangladesh. A intoxicação por arsênico, causada pela ingestão de água de poços contaminados, continua a ser uma ameaça para a saúde dos seus habitantes.
O novo método para tratamento da água, designado STAR (Stevens Technology for Arsenic Removal), do Instituto norte-americano Stevens, de New Jersey, já foi testado por uma organização não governamental (ONG) no distrito de Chandpur.
Segundo a OMS, Bangladesh "está passando pela maior intoxicação coletiva de uma população", devido aos elevados níveis de arsênico existentes na água para consumo. Como conseqüência, os seus habitantes são confrontados com cânceres cutâneos, tumores na bexiga, rins e pulmões, problemas de circulação sangüínea e hipertensão.
Entre 28 e 35 milhões de habitantes deste país está exposto a elevados níveis de arsênico, segundo um estudo da Universidade de Berkeley, Califórnia, citado pela OMS.
Além de Bangladesh, outros países como a Argentina, Chile, Taiwan, Índia, Tailândia e Vietnam também são afetados, segundo a AFP.
De acordo com uma diretiva recente, a OMS recomenda um nível máximo de arsênico na água para consumo de 0,01 miligramas por litro. No entanto, a água consumida nas regiões afetadas de Bangladesh ultrapassa muitas vezes os 0,05 miligramas por litro.
Organização Mundial de Saúde