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Meio Ambiente/Ecologia
Oceanógrafo fotografa pela primeira vez um dos seres mais misteriosos da Terra, a lula gigante
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27/11/2003 |
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O close da megalula |
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Oceanógrafo fotografa pela primeira vez um dos seres mais misteriosos da Terra, a lula gigante |
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Imagens da lula gigante flagrada nas profundezas abissais do golfo do México
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| PETER MOON |
O oceanógrafo William Sager, da Texas A&M University, estava no mini-submarino Alvin (o mesmo no qual o explorador Robert Ballard descobriu o Titanic em 1984) investigando o solo oceânico nas profundezas do golfo do México quando se deparou com uma criatura impressionante, a lula gigante. "Eu já vi um monte de lulas", revelou Sager à revista Science. "Mas esta era diferente. Tinha tentáculos finos que se estendiam por 5 a 7 m, mais de dez vezes o tamanho do seu corpo. Nunca vi criatura parecida", observa. "Ela ficou lá parada, flutuando e olhando para nós o Alvin. Nós a fotografamos e filmamos por dez minutos. Quando retornamos à superfície, fomos procurar alguém que pudesse identificá-la".
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| Trechos do vídeo de 10 min com o maior invertebrado do mundo |
Ao que tudo indica, Sager viveu uma oportunidade única, a de presenciar um exemplar da lula gigante, a Architeuthis dux, maior animal invertebrado (que não possui esqueleto) do planeta. Ser mitológico que aterrorizava as mentes dos navegadores espanhóis e portugueses dos séculos XV a XVIII, para os vikings as lulas gigantes ao girar seus tentáculos provocavam traiçoeiros redemoinhos que tragavam qualquer embarcação. Mas a única lula tamanho-família vivinha da silva já vista pelo olho humano é a do filme 20.000 léguas submarinas, baseado no romance de Júlio Verne. Na tela, um desses moluscos descomunais tenta esmagar com seus dez poderosos tentáculos o submarino Nautilus do capitão Nemo. Mas Hollywood é fantasia e aquele ser marinho mais parecia um polvo. Guardava pouca semelhança com o animal visto por Sager.
A existência das lulas gigantes é conhecida há décadas, devido a alguns espécimes mortos que vieram dar em praias ao redor do planeta. O maior, achado na Nova Zelândia no século XIX, media 20 metros da cabeça à ponta dos tentáculos, da espessura de uma coxa humana e repletos de ventosas. Pesava uma tonelada. Em 1861, uma corveta francesa disparou seus canhões contra uma lula de oito metros perto da ilha de Tenerife, no Atlântico. Outras lulas foram encontradas em redes de pesca ou no estômago de baleias cachalote, imortalizadas no clássico Moby Dick, de Herman Melville - para quem os longos braços do molusco pareciam um ninho de jibóias marinhas. Em 1997, o oceanógrafo Clyde Roper, do Museu Nacional de História Natural, em Washington, empreendeu uma expedição para tentar filmar o bicho no mar da Nova Zelândia, porém sem sucesso. Embora a sorte de William Sager tenha sido maior, o artigo da Science observa que a lula filmada por ele não pôde ser identificada positivamente como um exemplar da Architeuthis dux. Para tanto, teria que ter sido o trazida à superfície.
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por:
Dra. Shirley de Campos |
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