O uso de solventes, para fins de abuso, é no Brasil uma questão de saúde pública pela extensão que os dados epidemiológicos apontam. No recente Levantamento Domiciliar realizado pelo CEBRID em 2001, que mostra o uso de drogas pela população em geral, os dados revelam que as porcentagens de uso na vida de solventes ficam atrás apenas do Reino Unido e EUA.
Outros levantamentos realizados em segmentos da população brasileira também mostram que essa é a questão importante. Assim, entre os estudantes de 10 capitais de 1o e 2o graus, em 1997, 13,8% deles já haviam feito uso na vida de solventes, a primeira com mais uso na vida entre os estudantes, quando se exclui da análise o álcool e o tabaco. O uso na vida entre meninos em situação de rua, da cidade de São Paulo, foi de 59,6%, também de 1997.

Será que não está no tempo de incluir essa classe de substâncias em nossos programas de prevenção?
http://www.unifesp.br/dpsicobio/boletim/ed48/6.htm