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São dilatações circunscritas das veias dos plexos submucoso e periesofágico, quase sempre adquiridas e secundárias a hipertensão porta. Ocorrem alterações tróficas na parede das veias, representada por irregularidades, espessamento por fibrose, dilatações. Ocorre estase venosa (mecanismo de retorno venoso encontra-se prejudicado), ocorrendo hipóxia crônica nos tecidos por elas drenados. Na tentativa de adaptação à carência de oxigênio ocorre atrofia. Mais comuns nos terços distal e médio (as veias se comunicam com a veia gástrica esquerda), estando localizadas na lâmina própria, submucosa e adventícia. Geralmente a disfagia só ocorre se houver complicações.
Dividem-se em dois grupos:
Varizes primárias do esôfago: são menos freqüentes e de etiologia pouco definida (mal formações congênitas). Ocorrem em qualquer região da parede do esôfago.
Varizes secundárias do esôfago. São mais freqüentes e decorrem de patologias preexistentes e que levam a hipertensão porta, tais como:
Cirroses (principalmente a alcóolica). Fibrose de Symers. Alem da hipertensão ocorrem distúrbios na coagubilidade do sangue.
Esquistossomose hepatesplênica
Causas mais raras: trombose da veia hepática, trombose da veia porta, compressão da veia porta por tumores e etc.
Em tais casos o sangue é desviado para as veias esofágicas inferiores através da veia gástrica esquerda (existem anastomoses entre as veias gástricas e esofágicas) em uma tentativa de se formar um novo caminho para o sangue atingir o coração (via veia cava inferior
Varizes pouco visíveis no cadáver. São observadas dilatações, saliências, tortuosidades e irregularidades nas veias. A mucosa está azulada (proximidade das veias), delgada e fica pré-disposta a degeneração e necrose, que contribuem para ulcerações. Podem estar trombosadas (quando rotas).
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IMPORTANTE
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