Drogas/Vício - Antes usado para perfumar o carnaval, o lança-perfume virou mania entre os jovens, mas é muito perigoso
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Drogas/Vício

Antes usado para perfumar o carnaval, o lança-perfume virou mania entre os jovens, mas é muito perigoso

12/12/2003



 

Ainda é possível encontrá-lo nos salões de carnaval, onde antes fazia parte das brincadeiras de damas, cavalheiros e crianças, que o espirravam pelo ambiente para deixá-lo cheiroso. Hoje, a intenção é outra: inalar o produto e ficar "chapado". Se você tem acima de 40 anos, com certeza viu o lança-perfume ser usado por um rapaz para chamar a atenção da garota, esguichando o jatinho frio em direção à nuca (ou outra parte interessante) da indefesa moçoila.

Agora, se você não se encaixa nessa categoria, é grande a probabilidade de já ter visto alguém cheirando "lança", de conhecer alguém que cheirou ou de pelo menos ter ouvido falar. Isso se você mesmo já não cheirou, pois seu uso é comum entre os jovens, principalmente no carnaval, em jogos e encontros universitários. As autoridades brasileiras proibiram a fabricação e comercialização deste produto a partir de 1965, devido a mortes por parada cardíaca dos usuários. Desde então ele vem contrabandeado do Paraguai e da Argentina, pressurizado em frascos cilíndricos de vidro ou metal, com mais ou menos 15 centímetros.

Quem usa, esguicha o líquido em um pano e aspira pela boca, ou aspira diretamente no frasco. O efeito vem rápido, em mais ou menos cinco segundos: euforia, excitação, sons embaralhados. Se continuar cheirando, a pessoa começa a perder a coordenação, ficar com a fala arrastada e pode até desmaiar. Isso porque o "lança", que contém clorofórmio, éter e cloreto de etila, produtos químicos altamente danosos, age como um depressor do sistema nervoso central, deprimindo o centro responsável pela respiração. Essa depressão pode levar o usuário a ter parada cardio-respiratória e até a entrar em coma.

Além do lança-perfume existem também diversas misturas que têm efeito parecido: o nome mais conhecido é "loló" ou
"cheirinho de loló", cujo componente principal é o clorofórmio e/ou éter, junto com outras substâncias voláteis. O clorofórmio, chamado triclorometano, prejudica muito o organismo humano, pois é utilizado sobretudo como dissolvente, na extração e purificação de medicamentos, nos agentes de limpeza e em outros produtos farmacêuticos. Também se usa o clorofórmio para derreter e colar placas acrílicas e de plástico.

Sem falar no chumbo, metal pesado presente na substância: ele tem um efeito cumulativo, ou seja, toda a quantidade de
chumbo que você ingerir ficará para sempre no seu organismo. E sempre que você inalar clorofórmio, a quantidade aumentará. As consequências? O chumbo degenera o sistema nervoso, podendo levar à demência. Crescimento descontrolado de células anômalas (carcinogênese), alteração hereditária do material genético (mutagênese) e defeitos de nascimento em fetos também são alguns dos males que podem ser causados pela exposição a longo prazo a substâncias como o chumbo.

Como você sabe, toda substância tóxica (álcool, cigarro e clorofórmio, por exemplo) tem que ser processada pelo fígado, responsável por metabolizar as toxinas. Sobrecarregando ele, estará se arriscando a perdê-lo devido às lesões. Portanto, se você ainda pensa em usar (ou continuar usando) lança-perfume ou derivados, dê uma olhada no que lhe espera:

Os efeitos

-euforia, excitação, leveza
-alteração na percepção dos sons, que ficam com ecos
-desorientação, fala arrastada, torpor, tonturas, confusão, visão embaralhada
-perda do auto-controle e da coordenação motora
-sonolência
-perda da cosciência
-estados psicóticos
-coma

As conseqüências

-asfixia
-irritação da pele e mucosas, capaz de provocar queimaduras
-colapso de órgãos
-problemas relacionados à circulação do sangue
-parada cardíaca aguda
-usuários crônicos podem sofrer distúrbios neuro-psicológicos incapacitantes
-lesões hepáticas e dos músculos
-pode ocorrer morte súbita por sensibilidade do miocárdio

Dependência

Os inalantes ou delirantes não causam dependência física, mas o mesmo não se pode afirmar da psicológica e da tolerância, que pode ocorrer depois de dois a três meses.

 

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