Drogas/Vício - Infecção pelo HIV declina entre usuários de drogas injetáveis
Esta página já teve 117.111.949 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.647 acessos diários
home | entre em contato
 

Drogas/Vício

Infecção pelo HIV declina entre usuários de drogas injetáveis

03/01/2004

 

A infecção pelo HIV em usuários de drogas injetáveis (UDIs) apresenta um declínio significativo no Brasil. Entre 1994 e 2001, a prevalência de HIV nesse grupo caiu de 63% para 42% na Baixada Santista, de 49% para 7% em Salvador e de 25% para 8% no Rio de Janeiro. Os dados, apresentados pelo médico Francisco Inácio Bastos, da Fiocruz, no 5º Simpósio Brasileiro em Pesquisa sobre HIV/Aids, relizado no Rio de Janeiro esta semana, revelam um fato animador: as campanhas de saúde podem estar relacionadas com essa redução.

Os pesquisadores, ligados a um projeto multicêntrico feito em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aplicaram um questionário aos usuários de drogas injetáveis nessas três regiões entre 1994 e 1997. Depois, repetiram o estudo entre 1999 e 2001. É possível que alguns dos entrevistados sejam os mesmos, já que os locais de recrutamento não foram modificados. No entanto, acredita-se que a maioria dos entrevistados na segunda fase do estudo seja composta por novos usuários. Normalmente, a cena de uso de drogas injetáveis é recomposta por novos usuários em poucos anos. Essa mudança se deve a fatores como mortes não ligadas à Aids, entre essas, violência e overdose; mortes por Aids; pessoas que saíram da cena de uso; e pessoas que pararam de usar drogas.

Segundo Bastos, várias hipóteses foram levantadas para explicar a prevalência mais baixa de HIV entre os novos usuários de drogas injetáveis. A redefinição das redes sociais é uma delas. Como os novos usuários não têm o costume de injetar junto com os antigos, a transmissão de HIV de um grupo para outro ocorre com menos freqüência. Também é possível que tenha havido uma saturação, ou seja, quem poderia se infectar foi infectado.

De fato, a freqüência de uso de drogas injetáveis e de compartilhamento de seringa tem caído entre os novos injetadores. De acordo com Bastos, eles temem contrair HIV e costumam injetar de forma descontínua, variando as drogas injetáveis com outros tipos de alucinógenos. Para ele, menor compartilhamento de seringas pode estar associado às ações dos programas de redução de danos. "Salvador foi a primeira cidade a fazer esse tipo de campanha e lá a redução foi maior", comenta.

 

Sarita Coelho

www.fiocruz.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos