Microalbuminúria e mortalidade por DCV em mulheres
A albumina urinária associa-se a um aumento do risco de mortalidade cardiovascular subseqüente em mulheres pós-menopáusicas, de acordo com uma recente publicação no Circulation.
O Dr. M. Roest, da Escola de Medicina da Universidade de Utrecht, na Holanda, e associados colheram dados sobre 12.239 mulheres pós-menopáusicas da população geral que foram acompanhadas por 168.513 anos de pessoas. Entre estas participantes, foi detectada albumina urinária em 561 mulheres que morreram de doença cardiovascular e em 557 com quem isto não aconteceu.
Para mulheres no quintil mais alto de albumina urinária, a a taxa de mortalidade cardiovascular foi de 13,2 por 1000 anos de acompanhamento, comparada a 2,6 para 1000 anos de acompanhamento para mulheres que não tinham albumina urinária detectável, relatam os investigadores. O risco relativo foi independente de hipertensão e diabetes.
“Nossos achados apóiam a hipótese de que a microalbuminúria seja um reflexo de lesão vascular e marcador de doença arterial precoce em mulheres da população geral,” conclui a equipe do Dr. Roest.
“Sabemos, do estudo de pessoas com diabetes, que podemos reduzir a microalbuminúria com inibidores da ECA e que isto pode ajudar a protegê-las,” comentou o co-investigador Dr. J. D. Banga. “Sabemos também que, se baixarmos a pressão arterial alta, poderemos reduzir o grau de microalbuminúria e reduzir o risco cardiovascular. Portanto, o tratamento de microalbuminúria parece promissor para outros tipos de pacientes.”
Circulation 2001;103:3057-3061.