Medicina Esportiva/Atividade Física - Creatina e a prática esportiva
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Creatina e a prática esportiva

06/01/2004

 

 

As pessoas desinformadas que praticam esporte recreativo ou ginástica
para terem uma musculatura bem desenvolta ou um corpo bem musculoso
adotam dietas e suplementos vitamínicos ou nutricionais, que nem sempre
estão relacionadas à promoção da saúde. A popularidade dos suplementos
alimentares vem crescendo espantosamente, tanto no meio esportivo como
nas academias de ginástica. Através de cálculos, estima-se que o consumo
de creatina, em 2000, nos Estados Unidos, ficou em tôrno de 2.500
toneladas. Este dado reflete a enorme expectativa de benefícios
de construção de massa muscular que os consumidores depositam nesta
substância.
D. L. Mayhew e colaboradores, professores de educação física, da
Universidade Truman, na cidade de Kirksville (USA) analisaram os efeitos
da ingestão de creatina, por pelo menos 2 anos, por atletas e amadores.
Os autores estudaram através de parâmetros hematológicos o que
aconteceu no rim e no fígado de dois grupos de praticantes de esporte. No
grupo A, formado por 10 jogadores da segunda Divisão de futebol
americano, profissionais (com idade variando de 19 a 24 anos), que
estavam fazendo exercícios intensos de treinamento tomaram,
espontaneamente, uma média de 14 g / diário (variando de 5 a 20 g) de
creatina, e os resultados foram comparados com o grupo B, formado por
13 jovens, de mesma idade, que eram esportistas amadores, sem treinamento
tão intenso, que também ingeriam uma quantidade semelhante de creatina
por dia. Foram feitos os seguintes exames: albumina sérica, fosfatase
alcalina, alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, bilirubina,
uréia, e a creatinina que não apresentaram nenhuma diferença
significativa. Não houve nenhuma correlação entre desempenho, aumento
de musculação e a dose ingerida e o tempo usado. Os autores concluem
que não foi possível estabelecer nenhum efeito positivo com a ingestão
desse aminoácido e também nenhum efeito secundário com essas
substâncias em atletas de alto nível de treinamento.

 

Int J Sport Nutr Exerc Metab 2002 Dec;12(4):453-60


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