Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Um em cada cem desenvolve trombose em vôos
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Um em cada cem desenvolve trombose em vôos

07/01/2004
Um em cada cem desenvolve trombose em vôos, diz pesquisa
Avião
Trombose é provocada por viagens de longa duração
 

Um estudo feito por cientistas da Nova Zelândia sugere que uma em cada cem pessoas que fazem viagens de avião de longa duração tem chance de sofrer os sintomas da trombose venosa profunda.

A trombose venosa profunda, também conhecida como "síndrome da classe econômica", provoca a formação de coágulos sangüíneos potencialmente perigosos nas pernas dos passageiros ou da tripulação.

Ao ouvir mais de 900 voluntários, dos quais nove desenvolveram problemas de saúde ligados ao vôo, a equipe de pesquisadores, para sua surpresa, descobriu que algumas das medidas de precaução recomendadas parecem ter tido pouco efeito.

A conclusão dos cientistas neozelandeses, publicada no jornal médico britânico The Lancet, sugere que o risco de trombose venosa profunda não é reduzido com o uso de meias de alta pressão para melhorar a circulação nem com a ingestão de pequenas doses de aspirina para "afinar" o sangue.

Coágulo

A trombose venosa profunda acontece quando um coágulo sangüíneo se forma nas veias da perna por causa da má circulação resultante de o passageiro ficar horas sentado na mesma posição.

Todos os voluntários da pesquisa fizeram viagens de pelo menos dez horas de duração e voaram, em média, 39 horas num período de seis meses.

Quatro casos de embolia pulmonar, quando um pedaço de um coágulo se separa e se desloca até o pulmão, causando complicações potencialmente fatais, foram registrados entre os nove voluntários que apresentaram complicações de saúde provocadas pelas viagens de longa duração.

Seis dos nove voluntários que apresentaram sintomas da trombose já tinham problemas de saúde, o que os tornava mais propensos a doenças cardíacas.

Medidas profiláticas

Dois desses voluntários viajavam constantemente na classe executiva, derrubando o mito de que o pouco espaço da classe econômica poderia contribuir para a trombose.

Segundo Richard Beasley, que conduziu a pesquisa, "nossos resultados sugerem uma associação entre múltiplas viagens aéreas de longa duração e a trombose venosa, mesmo entre indivíduos que pertencem ao baixo grupo de risco".

Beasley acrecenta que as medidas profiláticas para evitar a trombose provocada por viagens aéreas precisam ser mais profundamente investigadas.

"O termo 'síndrome da classe econômica' é agora redundante com a expressão 'trombose dos freqüentadores de vôos aéreos', considerada mais apropriada", afirmou.

Mas mesmo esse termo pode não ser o melhor, já que há informações que sugerem que qualquer meio de transporte que involva sentar-se parado por muitas horas pode conter um risco de sofrer a trombose venosa profunda.

BBC Brasil


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