Ginecologia/Mulher - Reposição fitoterápica na mulher
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Ginecologia/Mulher

Reposição fitoterápica na mulher

06/06/2003

 

 

 

 

Vegetais podem ser uma luz no fim do túnel para mulheres na menopausa.

 

 


Nas duas últimas semanas, estudos científicos sobre os efeitos do tratamento da reposição hormonal na menopausa (TRH) deixaram as mulheres preocupadas. As suspeitas de que os hormônios poderiam aumentar o risco de câncer e derrame deixam dúvidas sobre a eficácia da TRH. Na última terça-feira, pesquisadores americanos disseram que mulheres que usam apenas estrogênio após a menopausa têm um risco maior de desenvolver câncer de ovário. Na opinião de alguns especialistas, a saída é o uso de hormônios obtidos a partir de vegetais.
Os fitohormônios são substâncias com moléculas semelhantes aos hormônios produzidos naturalmente no organismo. Eles são obtidos a partir de vegetais, principalmente soja, inhame, trevo vermelho (red clover) e cimicifuga (black cohosh). Depois de manipulados, são vendidos em forma de cápsulas e gel. Com os fitohormônios é possível obter a estimulação hormonal mais suave, menor que a produzida com as substâncias fabricadas em laboratórios. Isso significa também menor possibilidade de ganho de peso, inchaço, problemas mamários, varizes, aumento da coagulação e formação de cistos com a TRH.
Alguns estudos mostram que a TRH com fitohormônios protege contra osteoporose e doenças cardiovasculares, mas cerca de 15% das mulheres não respondem ao tratamento apenas com essas substâncias. Nesses casos, é preciso associá-los à medicação convencional, mas em menor dose que o habitual. Os benefícios da TRH com fitohormônios ainda são poucos conhecidos no Brasil. Mas a terapia tem boa aceitação na comunidade científica da Europa, principalmente na Alemanha e França. E os custos mensais do tratamento são praticamente os mesmos da reposição com hormônios convencionais: cerca de R$ 40.
Como primeira opção em fitohormônios na menopausa, os médicos têm as plantas com maior ação estrogênica, como o trevo vermelho e a cimicifuga. Além disso, recomendam o consumo de soja duas a três vezes por dia. Para melhorar a densidade óssea, existe o inhame mexicano. Há opções para aumentar a libido, o desejo sexual, como o tribulus. Os efeitos adversos com os fitohormônios são mínimos. Às vezes ocorrem problemas intestinais.
Além do maior consumo de soja, que já mostrou efeito protetor contra câncer e doenças cardiovasculares, é recomendável para as mulheres na menopausa alimentos ricos em compostos conhecidos como lignanas, comum em sementes de linhaça, trigo, aveia, milho e brócolis.

Saiba mais

Soja: Pesquisas com populações asiáticas que consomem alimentos ricos em estrogênio de soja (isoflavonas) mostram que elas tiveram redução do índice de mortalidade por câncer de mama, de endométrio e até próstata, além de menor incidência de doenças cardiovasculares e osteoporose.
Lignanas: São compostos encontrados na parede celular de vegetais, especialmente grãos integrais, legumes e sementes, principalmente linhaça. A cenoura e o brócolis também são boas fontes. Estudos mostram que os vegetais têm efeito protetor contra câncer de mama, de ovário e de útero.
Cimicifuga: É conhecida como black cohosh e também é usada para aliviar sintomas pré-menstruais, porque atua sobre o útero, aliviando as cólicas e a congestão uterina. Na menopausa, estudos dizem que alivia os calores, o colesterol e a pressão arterial.
Dong quai: É também conhecida como Angelica sinensis. Equilibra o ciclo menstrual e fortalece o útero. Na menopausa, ajuda a aliviar as ondas de calor. É rica em estrogênios naturais.
Chasteberry: É muito usada para tratar a depressão na menopausa, atuando como receptor do mensageiro químico dopamina. Ela tem ação semelhante à progesterona e, segundo pesquisas, também aumenta o desejo sexual e reduz o ressecamento vaginal na menopausa.
Alcaçuz: Também chamada licorice, é uma erva doce e contém compostos com ação semelhante ao estrogênio. Tem capacidade antiinflamatória e atua como protetora do fígado.




 


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