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O Dr. Marinka S. Post do Project "Aging Women" and the Institute for Cardiovascular Research-Vrije Universiteit, the Departments of Obstetrics and Gynecology, Holanda e colegas realizaram um estudo para investigar o efeito da terapia de reposição do estrógeno oral e transdérmica em mulheres saudáveis na pós-menopausa nos marcadores da coagulação e fibrinólise associados à doença arterial coronariana.
Em um estudo duplo-cego, placebo controlado, e randomizado, mulheres saudáveis, histerectomizadas e na pós-menopausa receberam diariamente placebo (n=49), 50 mg de 17b-estradiol (E2) transdérmico (grupo tE2, n=33), 1 mg de E2 oral (grupo oE2, n=37), ou 1 mg de E2 oral combinado com 25 mg de gestodene (grupo oE2+G, n=33) por treze tratamentos cíclicos de 28 dias. Foram medidas as variáveis hemostáticas nas amostras de sangue coletadas no inicio do estudo e nos ciclos 4 e 13.
Não foi encontrada nenhuma diferença significativa entre o grupo tE2 e o grupo placebo no inicio do estudo, exceto para o inibidor do ativador do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) no ciclo 13 (-32.4%, P=0.01). No grupo oE2, foram encontradas mudanças percentuais significativas do inicio do estudo no ciclo 13 no fibrinogênio, -13.3% (P<0.05); fator VII, -7.3% (P<0.05); complexo trombina-antitrombina III, -13.3% (P<0.05); ativador do plasminogênio tecidual (t-PA), -17.3% (P<0.001); e PAI-1, -54.3% (P<0.001). No grupo oE2+G, as respectivas mudanças foram fator VII, -17.6% (P<0.001), t-PA, -14.5% (P=0.01); PAI-1, -36.4% (P<0.01); e dímero-D, +21.8% (P<0.05). Não foram observadas mudanças significativas nos complexos de fragmento de protrombina 1+2 e plasmina-a2-antiplasmina.
Os autores concluíram que a terapia de estradiol oral de baixa dose foi associada com um aumento na fibrinólise e uma pequena diminuição nas variáveis pró-coagulantes. A terapia transdérmica teve menores efeitos.
American Journal of Obstetrics and Gynecology, 2003; 189 (5): 1221-1227.
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