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· Objetivos do Programa de Controle da Peste:
Em relação à Peste de Focos Naturais:
· descobrir precocemente as manifestações da Peste;
- tratar precoce e adequadamente os casos;
- ênfase às medidas permanentes de prevenção em todas as áreas pestígenas;
- envolver os serviços de vigilância epidemiológica das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde no controle da Peste.
Em relação à Peste Urbana:
· Impedir a reintrodução da Peste urbana no Brasil, através de medidas de prevenção em portos e aeroportos.
· Medidas Gerais de Controle adotadas nos Focos Naturais:
· acompanhar a situação da população de roedores, no ambiente doméstico e peridoméstico das habitações da área pestígena;
- capturar e enviar para exame bacteriológico as pulgas de roedores, cães e gatos;
- evitar que os roedores domésticos e peridomésticos tenham acesso aos alimentos e ao abrigo, mediante o armazenamento e a eliminação adequada dos mesmos;
- evitar picadas de pulgas mediante o uso de inseticidas ou repelentes;
- adotar estratégias de educação em saúde informando a população da existência de foco na área, medidas de prevenção no domicílio e peridomicílio e alertando para evitar contato com os focos selvagens;
- eliminar a população de roedores em situações especiais, antecedido pelo tratamento contra as pulgas (caso contrário, as pulgas, sem o seu alimento habitual, tem como alternativa invadir o ambiente doméstico).
· Medidas de Prevenção em Portos e Aeroportos:
· manter os portos e aeroportos livres de pulgas e roedores, através do tratamento com inseticidas e venenos;
- examinar todas as naves e navios oriundos de área com Peste pneumônica;
- examinar os passageiros com sintomatologia e tratá-los adequadamente;
- colocar passageiros sem sintomatologia sob vigilância (sete dias), alertando-os da gravidade da doença e para procurar assistência médica imediatamente caso venham a apresentar qualquer alteração no seu estado de saúde; e
- proceder à quimioprofilaxia indicada, sempre que houver algum caso de Peste pneumônica em uma aeronave ou navio. Quando o diagnóstico for feito após o desembarque, a quimioprofilaxia terá de se estender aos contatos terrestres.
· Controle do Paciente:
· tratar precoce e adequadamente;
- notificar imediatamente o caso;
- manter em isolamento restrito os casos pneumônicos, com precauções contra disseminação aérea;
- eliminar as pulgas das roupas e da habitação do paciente;
- realizar a desinfecção corrente do escarro, das secreções purulentas, dos objetos contaminados e a limpeza terminal; e
- manipular os cadáveres de acordo com as regras de assepsia.
· Proteção de Contatos
· Quimioprofilaxia - indicada para contatos de pacientes com Peste pneumônica para indivíduos suspeitos de terem tido contato com pulgas infectadas nos focos da doença.
· Drogas Indicadas:
· Sulfadiazina: 2 a 3 gramas por dia (divididas em 4 ou 6 tomadas, durante 6 dias)
- Sulfametoxazol + Trimetropim: 400mg e 80mg, respectivamente, de 12 em 12 horas, durante 6 dias.
- Tetraciclina: 1 grama ao dia, durante 6 dias.
É importante lembrar que crianças menores de 7 anos não podem fazer uso de tetraciclinas.
· Desinfestação: o ambiente onde vivem os contatos deve ser desinfestado (despulizado) de pulgas através do uso de inseticidas. Caso se suspeite que outras habitações possam estar com pulgas contaminadas, deve-se estender essa medida. Se houver indicação de desratização ou anti-ratização, a eliminação das pulgas deve anteceder a eliminação dos roedores.
· Vigilância: de acordo com o período de incubação da Peste, preconiza-se que todo contato da Peste pneumônica deve ficar sob vigilância durante 7 dias, visando ao diagnóstico precoce e à adoção de medidas de prevenção. Os contatos devem ser informados a respeito dos sinais, sintomas e gravidade da doença para buscar assistência médica imediata, caso haja alteração no seu estado de saúde, informando ao médico o fato de ter tido contato com paciente de Peste.
· Vacinação: existem vacinas de bacilos mortos e de bacilos atenuados. Ambas conferem imunidade apenas durante alguns meses após a administração de duas ou três doses e mais uma de reforço. É uma vacina pouco usada, por ser pouco eficaz, pouco tolerada e pouco prática.
FUNASA
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