Infecto-contagiosas/Epidemias - Peste
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Peste

08/06/2003

Peste

 

Medidas de Controle

As medidas de controle dirigidas aos focos naturais têm como fundamento os seguintes pontos:

·         a Peste está profundamente arraigada nos focos naturais, o que impede sua erradicação;

  • os ratos (reservatórios) têm hábitos semi-domésticos;
  • há diferenças acentuadas quanto à resistência à infecção, entre os diversos roedores;
  • as pulgas podem conservar o bacilo durante longo tempo;
  • a forma mais comum de Peste humana no Brasil é a bubônica, que não é transmitida de pessoa a pessoa;
  • o bacilo da Peste é muito sensível à antibioticoterapia;
  • recursos tecnológicos modernos permitem o controle adequado dos roedores e das pulgas.

 

 

·         Objetivos do Programa de Controle da Peste:

Em relação à Peste de Focos Naturais:

·         descobrir precocemente as manifestações da Peste;

  • tratar precoce e adequadamente os casos;
  • ênfase às medidas permanentes de prevenção em todas as áreas pestígenas;
  • envolver os serviços de vigilância epidemiológica das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde no controle da Peste.

Em relação à Peste Urbana:

·         Impedir a reintrodução da Peste urbana no Brasil, através de medidas de prevenção em portos e aeroportos.

·         Medidas Gerais de Controle adotadas nos Focos Naturais:

·         acompanhar a situação da população de roedores, no ambiente doméstico e peridoméstico das habitações da área pestígena;

  • capturar e enviar para exame bacteriológico as pulgas de roedores, cães e gatos;
  • evitar que os roedores domésticos e peridomésticos tenham acesso aos alimentos e ao abrigo, mediante o armazenamento e a eliminação adequada dos mesmos;
  • evitar picadas de pulgas mediante o uso de inseticidas ou repelentes;
  • adotar estratégias de educação em saúde informando a população da existência de foco na área, medidas de prevenção no domicílio e peridomicílio e alertando para evitar contato com os focos selvagens;
  • eliminar a população de roedores em situações especiais, antecedido pelo tratamento contra as pulgas (caso contrário, as pulgas, sem o seu alimento habitual, tem como alternativa invadir o ambiente doméstico).

·         Medidas de Prevenção em Portos e Aeroportos:

·         manter os portos e aeroportos livres de pulgas e roedores, através do tratamento com inseticidas e venenos;

  • examinar todas as naves e navios oriundos de área com Peste pneumônica;
  • examinar os passageiros com sintomatologia e tratá-los adequadamente;
  • colocar passageiros sem sintomatologia sob vigilância (sete dias), alertando-os da gravidade da doença e para procurar assistência médica imediatamente caso venham a apresentar qualquer alteração no seu estado de saúde; e
  • proceder à quimioprofilaxia indicada, sempre que houver algum caso de Peste pneumônica em uma aeronave ou navio. Quando o diagnóstico for feito após o desembarque, a quimioprofilaxia terá de se estender aos contatos terrestres.

·         Controle do Paciente:

·         tratar precoce e adequadamente;

  • notificar imediatamente o caso;
  • manter em isolamento restrito os casos pneumônicos, com precauções contra disseminação aérea;
  • eliminar as pulgas das roupas e da habitação do paciente;
  • realizar a desinfecção corrente do escarro, das secreções purulentas, dos objetos contaminados e a limpeza terminal; e
  • manipular os cadáveres de acordo com as regras de assepsia.

·         Proteção de Contatos

·         Quimioprofilaxia - indicada para contatos de pacientes com Peste pneumônica para indivíduos suspeitos de terem tido contato com pulgas infectadas nos focos da doença.

·         Drogas Indicadas:

·         Sulfadiazina: 2 a 3 gramas por dia (divididas em 4 ou 6 tomadas, durante 6 dias)

  • Sulfametoxazol + Trimetropim: 400mg e 80mg, respectivamente, de 12 em 12 horas, durante 6 dias.
  • Tetraciclina: 1 grama ao dia, durante 6 dias.

É importante lembrar que crianças menores de 7 anos não podem fazer uso de tetraciclinas.

·         Desinfestação: o ambiente onde vivem os contatos deve ser desinfestado (despulizado) de pulgas através do uso de inseticidas. Caso se suspeite que outras habitações possam estar com pulgas contaminadas, deve-se estender essa medida. Se houver indicação de desratização ou anti-ratização, a eliminação das pulgas deve anteceder a eliminação dos roedores.

·         Vigilância: de acordo com o período de incubação da Peste, preconiza-se que todo contato da Peste pneumônica deve ficar sob vigilância durante 7 dias, visando ao diagnóstico precoce e à adoção de medidas de prevenção. Os contatos devem ser informados a respeito dos sinais, sintomas e gravidade da doença para buscar assistência médica imediata, caso haja alteração no seu estado de saúde, informando ao médico o fato de ter tido contato com paciente de Peste.

·         Vacinação: existem vacinas de bacilos mortos e de bacilos atenuados. Ambas conferem imunidade apenas durante alguns meses após a administração de duas ou três doses e mais uma de reforço. É uma vacina pouco usada, por ser pouco eficaz, pouco tolerada e pouco prática.

 

FUNASA

 


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