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Medidas de Controle da Raiva Humana
A profilaxia da raiva humana é feita mediante o uso de vacinas e soro, quando os indivíduos são expostos ao vírus rábico através de mordedura, lambedura de mucosa ou arranhadura, provocada por animais transmissores da raiva.
· Bases Gerais do Tratamento
Sobre a Vacinação:
· a vacinação não tem contra-indicação (gravidez, doença intercorrente ou outros tratamentos). Recomenda-se a interrupção de tratamentos com corticóides e imunossupressores.
- a profilaxia contra a raiva deve ser iniciada o mais rápido possível. Havendo interrupção, completar as doses prescritas e não iniciar nova série.
- recomenda-se que o paciente evite esforços físicos excessivos e bebidas alcoólicas, durante e logo após o tratamento.
- a história vacinal do animal agressor não constitui elemento suficiente para a dispensa da indicação do tratamento anti-rábico humano.
- se o resultado da Imunofluorescência direta do animal for negativo, suspender o tratamento.
Sobre o Ferimento:
· lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão. A seguir, se necessário, desinfetá-lo com álcool iodado a 1%. A mucosa ocular deve ser lavada com solução fisiológica ou água corrente;
- o contato indireto é aquele que ocorre através de objetos contaminados com secreções de animais suspeitos. Nesses casos, indica-se apenas lavar bem o local com água corrente e sabão.
- em caso de lambedura em pele íntegra, por animal suspeito, recomenda-se a lavagem com água e sabão;
- não se recomenda a sutura do(s) ferimento(s). Quando for necessário, aproximar as bordas com pontos isolados. Havendo sutura, é imperiosa a infiltração com soro;
- proceder à profilaxia do tétano (caso não seja imunizado ou com esquema vacinal incompleto) e uso de antibióticos nos casos indicados, após a avaliação médica.
- havendo contaminação de mucosa, seguir o tratamento indicado para lambedura em mucosa.
Sobre o Animal:
· O período de observação de 10 (dez) dias é RESTRITO a cães e gatos.
- Considera-se suspeito todo animal que apresenta mudança de comportamento e/ou sinais e sintomas compatíveis com a raiva. Cuidados devem ser observados no manuseio do animal, para evitar acidentes.
- Sempre que possível, o animal agressor deve ser observado. Para o caso de, durante a observação, o animal desenvolver sintomatologia compatível com raiva, ele deve ser sacrificado e seu encéfalo enviado para laboratório de referência.
- Agressão por outros animais domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, eqüídeos, e suínos) é passível de tratamento profilático, uma vez avaliada as condições da exposição.
- É indicado tratamento sistemático para os casos de agressão por animais silvestres, mesmo quando domiciliados.
- Não é indicado tratamento para agressão pelos seguintes roedores e lagomorfos:
· ratazana de esgoto (Rattus norvegicus);
- rato de telhado (Rattus rattus);
- camundongo (Mus musculus);
- cobaia ou porquinho-da-índia (Cavea porcellus);
- hamster (Mesocricetus auratus); e
- coelho (oryetolagus cuniculos).
Nas agressões por morcegos, deve se proceder a soro-vacinação, independente do tempo decorrido. Em caso de tratamento anterior completo, só é indicado o reforço.
FUNASA
IMPORTANTE
- Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
- As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
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