Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária - Medidas de Controle da Raiva Humana
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Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária

Medidas de Controle da Raiva Humana

08/06/2003

Medidas de Controle da Raiva Humana

A profilaxia da raiva humana é feita mediante o uso de vacinas e soro, quando os indivíduos são expostos ao vírus rábico através de mordedura, lambedura de mucosa ou arranhadura, provocada por animais transmissores da raiva.

·         Bases Gerais do Tratamento

Sobre a Vacinação:

·         a vacinação não tem contra-indicação (gravidez, doença intercorrente ou outros tratamentos). Recomenda-se a interrupção de tratamentos com corticóides e imunossupressores.

  • a profilaxia contra a raiva deve ser iniciada o mais rápido possível. Havendo interrupção, completar as doses prescritas e não iniciar nova série.
  • recomenda-se que o paciente evite esforços físicos excessivos e bebidas alcoólicas, durante e logo após o tratamento.
  • a história vacinal do animal agressor não constitui elemento suficiente para a dispensa da indicação do tratamento anti-rábico humano.
  • se o resultado da Imunofluorescência direta do animal for negativo, suspender o tratamento.

Sobre o Ferimento:

·         lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão. A seguir, se necessário, desinfetá-lo com álcool iodado a 1%. A mucosa ocular deve ser lavada com solução fisiológica ou água corrente;

  • o contato indireto é aquele que ocorre através de objetos contaminados com secreções de animais suspeitos. Nesses casos, indica-se apenas lavar bem o local com água corrente e sabão.
  • em caso de lambedura em pele íntegra, por animal suspeito, recomenda-se a lavagem com água e sabão;
  • não se recomenda a sutura do(s) ferimento(s). Quando for necessário, aproximar as bordas com pontos isolados. Havendo sutura, é imperiosa a infiltração com soro;
  • proceder à profilaxia do tétano (caso não seja imunizado ou com esquema vacinal incompleto) e uso de antibióticos nos casos indicados, após a avaliação médica.
  • havendo contaminação de mucosa, seguir o tratamento indicado para lambedura em mucosa.

Sobre o Animal:

·         O período de observação de 10 (dez) dias é RESTRITO a cães e gatos.

  • Considera-se suspeito todo animal que apresenta mudança de comportamento e/ou sinais e sintomas compatíveis com a raiva. Cuidados devem ser observados no manuseio do animal, para evitar acidentes.
  • Sempre que possível, o animal agressor deve ser observado. Para o caso de, durante a observação, o animal desenvolver sintomatologia compatível com raiva, ele deve ser sacrificado e seu encéfalo enviado para laboratório de referência.
  • Agressão por outros animais domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, eqüídeos, e suínos) é passível de tratamento profilático, uma vez avaliada as condições da exposição.
  • É indicado tratamento sistemático para os casos de agressão por animais silvestres, mesmo quando domiciliados.
  • Não é indicado tratamento para agressão pelos seguintes roedores e lagomorfos:

·         ratazana de esgoto (Rattus norvegicus);

  • rato de telhado (Rattus rattus);
  • camundongo (Mus musculus);
  • cobaia ou porquinho-da-índia (Cavea porcellus);
  • hamster (Mesocricetus auratus); e
  • coelho (oryetolagus cuniculos).

Nas agressões por morcegos, deve se proceder a soro-vacinação, independente do tempo decorrido. Em caso de tratamento anterior completo, só é indicado o reforço.

 

FUNASA


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