Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Frequência de Tromboembolismo Venoso em Passageiros de Vôos de Longa Distância
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Frequência de Tromboembolismo Venoso em Passageiros de Vôos de Longa Distância

20/01/2004

Frequência de Tromboembolismo Venoso em Passageiros de Vôos de Longa Distância com Risco Baixo a Moderado: Estudo New Zealand Air Traveller’s Thrombosis (NZATT)

A frequência e o papel dos fatores de risco para tromboembolismo relacionado à viagem aérea ainda não está esclarecida. Em um estudo publicado recentemente no THE LANCET, os autores tiveram por objetivo estabelecer a frequência desta desordem e investigar o papel dos potenciais fatores de risco em um grupo de passageiros de vôos de longa distância.

Realizou-se um estudo prospectivo no qual foram recrutados indivíduos entre 18 e 70 anos, em vôos de 4 ou mais horas. Fez-se a medida do D-dímero (< 500 ng/L) antes que as viagens fossem incluídas no estudo. Aqueles que se tornaram D-dímero positivo ou desenvolveram elevada probabilidade de sintomas clínicos durante os 3 meses após a viagem foram investigados com ultrassonografia e angiografia pulmonar. Foram avaliados os fatores de risco trombofílicos e clínicos suspeitas e o uso de medidas profiláticas.

Entre os 1000 indivíduos selecionados, 878 preencheram os critérios de inclusão e completaram o estudo. Todos os participantes viajaram pelo menos 10 horas, com uma duração média total de viagem aérea de 39 horas (DP 12.5). Cento e doze pacientes foram submetidos à avaliação radiológica no retorno. A frequência de tromboembolismo associado à viagem foi de 1.0% (9/878, 95% de IC 0.5-1.9), a qual incluiu quatro casos de embolismo pulmonar e cinco casos de trombose venosa profunda. Seis pacientes com tromboembolismo tinham fatores de risco clínicos pré-existentes, dois apresentavam fator de risco trombofílico conhecido, dois viajavam exclusivamente na business class, cinco utilizavam aspirina e quatro usavam meias de compressão.

Os autores concluíram que os resultados sugerem uma associação entre múltiplos vôos de longa distância e tromboembolismo venoso, mesmo em indivíduos com risco baixo a moderado. O papel dos fatores de risco e as medidas profiláticas no tromboembolismo venoso associado à viagem aérea necessitam de outras investigações.

"Frequency of venous thromboembolism in low to moderate risk long distance air travellers: the New Zealand Air Traveller's Thrombosis (NZATT) study" - Lancet. 2003 Dec 20;362(9401):2039-44


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