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Supõe-se que a doença cerebrovascular contribua para déficits cognitivos, mas há poucas informações clínicas disponíveis. Um estudo recente coordenado pelo Dr. Tien Yin Wong, da National University of Singapore, examinou a relação das anormalidades microvasculares da retina com a função cognitiva em pessoas de meia idade sem AVC.
O risco de aterosclerose foi realizado em estudos comunitários com exames a cada 3 anos entre 1987 e 1998. Na terceira visita, quando os participantes estavam entre 51 e 70 anos de idade, fotografias da retina foram realizadas e avaliadas para anormalidades microvasculares de acordo com protocolos padronizados. A função cognitiva foi avaliada com testes padronizados nas visitas 2 e 4. Foram excluídos os indivíduos com AVC ou que estavam recebendo medicações importantes para alterações do sistema nervoso central. Restando 8734 com informações para o estudo.
Após controle para fatores de risco como diabetes, educação, pressão sanguínea, espessura da camada íntima-média da carótida, a retinopatia foi associada com menores escores nos testes cognitivos. A odds ratio ajustada para pessoas com escores abaixo da média foi 2.6 para qualquer retinopatia, 3.0 para microaneurisma e 3.39 para hemorragia retiniana. Os resultados foram similares dentre os diferentes testes cognitivos e dentre as pessoas com ou sem diabetes e hipertensão.
Com estes resultados, os autores concluíram que a retinopatia está independentemente associada com a função cognitiva pobre em pessoas de meia idade sem AVC, sugerindo que a doença cerebral microvascular possa contribuir para o desenvolvimento de déficit cognitivo.
Stroke 2002;33:1487
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