Num artigo publicado recentemente no Clinical Infectious Diseases, os autores acompanharam prospectivamente 589 pacientes para avaliar a associação do tratamento anti-citomegalovírus (CMV) e a recuperação imune na resposta à terapia antiretroviral de alta potência (HAART) sobre o risco de mortalidade de pacientes com retinite por CMV e síndrome da imunodeficiência adquirida.
O uso da HAART esteve associado a uma taxa de mortalidade 81% menor (95% de intervalo de confiança [IC], 74% 86%); tal taxa foi 96% menor (95% IC, 92% 98%) para aqueles que desenvolveram recuperação imunológica e 46% menor (95% IC, 30 63%) para aqueles que não restabeleceram-se imunologicamente. Através da análise multivariada atualizada, o tratamento anti-CMV sistêmico esteve independentemente associado a uma taxa de mortalidade 28% menor (95% IC, 8% 43%).
Com base nestes resultados, os autores concluíram que para pacientes que continuam a apresentar profunda imunodeficiência, apesar do uso da HAART, a utilização contínua desta terapia e a terapia sistêmica anti-CMV está prevista para reduzir o risco de mortalidade em 65%, além dos benefícios da profilaxia para o Pneumocystis carinii e Mycobacterium avium.
Mortality Risk for Patients with Cytomegalovirus Retinitis and Acquired Immune Deficiency Syndrome - Clinical Infectious Diseases