Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária - Medidas de Controle das Doenças Diarréicas Agudas
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Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária

Medidas de Controle das Doenças Diarréicas Agudas

08/06/2003

Medidas de Controle das Doenças Diarréicas Agudas

 

Estas medidas podem ser gerais, e passam pela melhoria da qualidade da água, destino adequado de lixo e dejetos, controle de vetores, higiene pessoal e alimentar. Tais orientações, no entanto, são muito amplas e impossíveis de serem aplicadas imediatamente em áreas extensas. Sabe-se que os processos de implantação do saneamento básico e da mudança de algumas condutas populares não parecem estar próximos de ocorrer satisfatoriamente. Assim sendo, é necessário que os serviços sejam capazes de orientar, em paralelo, algumas ações mais específicas e menos onerosas, já que os recursos são sabidamente escassos na área de saúde pública. Deve ser definida a prioridade tanto em relação aos locais, quanto ao tipo de atividade a ser desenvolvida. Essas propostas passam pela vigilância mais apurada dos locais de uso coletivo, tais como colégios, creches, hospitais, penitenciárias, que podem apresentar riscos maximizados quando as condições sanitárias não são adequadas, o que torna suas populações mais vulneráveis às doenças transmissíveis. Outras populações específicas, como os viajantes, também se apresentam com suscetibilidade aumentada para a diarréia. Esses locais e populações devem receber atenção especial, envolvendo inspeções sanitárias e orientações sobre procedimentos de prevenção e controle da circulação de enteropatógenos. É fundamental que se estimule o uso de água tratada através de sistemas coletivos ou domiciliares, além de difundir os procedimentos capazes de melhorar a qualidade dos alimentos consumidos pela população. No caso de crianças de creches, deve ser feito o isolamento daquelas que apresentem diarréia, os cuidados entéricos devem ser intensificados, além de reforçadas as orientações às manipuladoras e às mães. Considerando a importância das causas alimentares na diarréia das crianças menores, é fundamental o incentivo ao prolongamento do tempo de aleitamento materno que é comprovadamente uma prática que confere elevada proteção a este grupo populacional.

FUNASA

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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