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1. Aspectos Epidemiológicos
CID-10 A50
A Sífilis Congênita tem como agente etiológico o Treponema pallidum que, estando presente na corrente sangüínea da gestante, atravessa a barreira placentária e penetra na corrente sangüínea do feto.
A infecção do feto está na dependência do estado da doença na gestante: quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais severo será o comprometimento fetal. Inversamente, a formação progressiva de anticorpos pela mãe atenuará a infecção no feto; assim, mães soropositivas para sífilis podem dar à luz crianças saudáveis.
A infecção materna nos últimos meses de gestação dependendo da carga de treponema recebida e de sua virulência, poderá determinar uma evolução fulminante, se o diagnóstico não for feito rapidamente. O risco de acometimento fetal varia de 70% a 100%, dependendo da fase da infecção na gestante e do trimestre da gestação.
Apesar da Sífilis Congênita ser doença de notificação compulsória no país, não se conhece a sua exata magnitude, devido à subnotificação. |