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Aspectos Clínicos da Sífilis Congênita
A Sífilis Congênita, segundo sua forma de apresentação e o estágio presumido de evolução, é classificada em duas formas clínicas, que exigem condutas terapêuticas e de acompanhamento particularizadas.
É considerada Sífilis Congênita Precoce todo caso diagnosticado em crianças com menos de 2 anos e, Sífilis Tardia todo caso em crianças com 2 anos ou mais, uma vez descartada a possibilidade de Sífilis adquirida.
· Sífilis Congênita Precoce: os sinais precoces mais característicos são rinite sanguinolenta e persistente, o condiloma plano, osteocondrite e as dermatites. Podem auxiliar no diagnóstico: a hepato-esplenomegalia, o baixo peso, alterações respiratórias, a prematuridade, a imobilidade (pseudoparalisia) e o choro ao manuseio (determinados pela osteocondrite). Na prática clínica, muitas vezes, o quadro clínico é oligo ou assintomático, o que reforça a necessidade de que os profissionais de saúde realizem a triagem sorológica, como recomendado no item Sorologia não Treponêmica. As manifestações de Sífilis Congênita precoce mais freqüentes, em ordem decrescente, são:
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Fonte: (Miura, 1989, APUD Paulo Naud)
· Sífilis Congênita Tardia: os sinais tardios mais sugestivos são: a tíbia em lâmina de sabre, a fronte olímpica, o nariz em sela e os dentes incisivos medianos superiores deformados (dentes de Hutchinson). São auxiliares os seguintes sinais: ceratite intersticial, a surdez neurológica e a dificuldade no aprendizado. As manifestações de Sífilis Congênita tardia mais freqüentes, em ordem decrescente, são:
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Achados Clínicos |
(%) |
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Bossa Frontal de Parrot (fronte olímpica) |
87 |
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Mandíbula curva |
84 |
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Arco palatino elevado |
76 |
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Tríade de Hutchinson
- dentes de Hutchinson
- ceratite intersticial
- lesão do VIII nervo |
75
63
09
03 |
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Nariz em sela |
73 |
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Molares em amora |
65 |
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Tíbia em sabre |
04 |
Fonte: (Miura, 1989, APUD Paulo Naud)
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