Diabete/Diabetes - Cuidado com os pés diabéticos no inverno
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Diabete/Diabetes

Cuidado com os pés diabéticos no inverno

19/02/2004
A atenção que normalmente o diabético deve dar a seus pés, no sentido de observar qualquer alteração que possa vir a tornar-se um problema sério no futuro, tem de ser redobrada durante o inverno. Nos dias frios, é preciso verificar a coloração da pele do pé e sua temperatura e, ao menor sinal de mudanças, é recomendável procurar o médico. A orientação é da endocrinologista Hermelinda Cordeiro Pedrosa, coordenadora do Programa de Educação e Controle de Diabetes do Distrito Federal e do Projeto Salvando o Pé Diabético. “Se a pele ficar mais escura ou a temperatura estiver mais fria do que o normal, pode ser sinal de problemas, principalmente em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 ou aqueles que têm diabetes tipo 1 há muito tempo e já apresentam problemas renais e problemas vasculares periféricos ”, explica Hermelinda. As sequelas na circulação periférica podem ser dolorosas, mas a neuropatia (podemos dar link ao pé diabético), que causa insensibilidade, pode progredir de forma silenciosa. Por isso, a necessidade de observação rigorosa e constante, que pode ser feita tanto pela própria pessoa como por terceiros (familiares ou cuidadores), quando não se consegue realizar o exame sozinho. Hermelinda lembra que outros cuidados precisam ser tomados, como, por exemplo, quanto ao uso de meias. Devem ter o mínimo de costuras e não devem ter elásticos pois, pressionando o tornozelo ou a barriga da perna, funcionariam como torniquetes. As meias devem ser trocadas todos os dias, lavadas e fervidas, na presença de frieiras, muito comuns pela umidade excessiva em alguns lugares. É importante, também, evitar usar meias furadas ou cerzidas, principalmente quem apresenta problemas circulatórios: os buracos e as costuras deixam pequenas marcas nos pés que, com o tempo, podem evoluir para úlceras, geralmente na região do contorno dos pés e nos dedos. Outro cuidado essencial refere-se ao uso de lareiras e aquecedores. A falta de sensibilidade nos pés pode impedir que a pessoa sinta a temperatura alta demais, aumentando a possibilidade de uma queimadura. É relato comum, em países frios, a ocorrência de queimaduras graves, originadas por lareira ou aquecedor, que terminam em amputações, conta a endocrinologista. Quanto aos calçados, Hermelinda afirma que ao escolher o modelo é essencial observar se o tamanho, a altura para os dedos e a largura estão adequados. É possível optar por botas revestidas internamente por lã, desde que se tome o cuidado de verificar se o revestimento interno não diminuiu a altura para os dedos e o espaço para acomodação do pé, o que poderia provocar certo atrito. Os calçados (sapatos ou botas), devem ser comprados no final da tarde e experimentados ficando-se em pé e dando-se alguns passos com eles. Outra sugestão é fazer um molde do próprio pé com um papel e comparar com o espaço disponível no lado interno do calçado. Para a higienização, a médica recomenda usar água em temperatura morna, evitando-se os excessos tanto para o quente como para o frio. Para verificar se a temperatura está adequada, experimentar a água com os cotovelos. Se a pele estiver seca - uma consequência comum na neuropatia - deve-se fazer uso de um hidratante, evitando-se, porém, passar o creme entre os dedos, que devem ser bem enxugados após limpeza ou banho.
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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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