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Aspectos Clínicos da AIDS
A evolução clínica da infecção pelo HIV pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda, infecção assintomática e doença sintomática da qual a AIDS é sua expansão maior.
Algumas semanas, após a infecção pelo HIV podem surgir sinais de uma síndrome viral aguda (infecção aguda), cujos sintomas incluem febre, calafrios, sudorese, mialgia, cefaléia, distúrbios gastrointestinais, dor de garganta, linfoadenopatia generalizada e erupções cutâneas. Esses sintomas em geral desaparecem em 2 a 3 semanas. Essa síndrome muitas vezes passa despercebida ou é diagnosticada como infecção autolimitada, e tem relação temporal com a soroconversão.
Passada essa fase, o paciente atravessa um período variável durante o qual não apresenta nenhum sintoma (infecção assintomática). Esse período pode durar de alguns meses a alguns anos, em média, 10 a 15 anos (período de incubação).
A progressão para doença sintomática ocorre a medida em que há queda da imunidade, com sintomas e sinais iniciais como febre prolongada, diarréia, perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo), sudorese noturna, astenia e adenomegalia. Doenças que normalmente são controladas pelo sistema imunológico começam a ocorrer ou recidivar, como no caso da tuberculose, da pneumonia por Pneumocistis carinii, da toxoplasmose cerebral, da candidíase e da meningite por criptococos. Tumores pouco freqüentes em indivíduos imunocompetentes, como o Sarcoma de Kaposi, podem surgir caracterizando a AIDS. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais como Paracoccidioidomicose, Leishmaniose e Doença de Chagas tem sido observada no Brasil.
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