Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária - Aspectos Epidemiológicos do Tétano Acidental
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Problemas Ocupacionais/Vigilância Sanitária

Aspectos Epidemiológicos do Tétano Acidental

08/06/2003

TÉTANO ACIDENTAL

 

CID-10
A35


1. Aspectos Epidemiológicos

·         Aspectos Epidemiológicos: o tétano é uma doença infecciosa aguda não contagiosa e que ainda se constitui em grave problema de saúde pública para alguns países subdesenvolvidos.

·         Agente Etiológico: bacilo gram-positivo, anaeróbico, esporulado: Clostridium tetani.

·         Reservatório: o bacilo se encontra no trato intestinal do homem e dos animais, solos agriculturados, pele e/ou qualquer instrumento perfuro-cortante contendo poeira e/ou terra.

·         Modo de Transmissão: a transmissão ocorre pela introdução dos esporos em uma solução de continuidade (ferimento), geralmente do tipo perfurante (punctório), contaminado com terra, poeira, fezes de animais ou humanas (pequena proporção dos casos não refere história de ferimento interior). Queimaduras podem ser a porta de entrada devido à desvitalização dos tecidos. A presença de tecidos necrosados favorece o desenvolvimento do agente patogênico anaeróbico.

 

  • Período de Incubação: geralmente em torno de 10 dias, podendo variar de 2 a 21 dias. Quanto menor o período de incubação, maior a gravidade.

·         Período de Transmissibilidade: o tétano não é doença contagiosa, portanto não é transmitida diretamente de um indivíduo a outro.

·         Suscetibilidade e Imunidade: a suscetibilidade é geral, afetando todas as idades e ambos os sexos indiscriminadamente. A imunidade é conferida pela vacinação apropriada com 3 (três) doses de vacina toxóide tetânico (DPT, DT, dT ou TT). A doença não confere imunidade. O soro antitetânico e a imunoglobulina antitetânica (IGAT) propiciam proteção temporária, sendo de 14 dias para o 1o e de 2 a 4 semanas para a 2a. Os anticorpos maternos conferem imunidade temporária em torno de 5 meses, se a mãe foi vacinada nos últimos 5 anos.

·         Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade: a distribuição anual da doença não apresenta variação sazonal definida. Apesar da incidência mundial, o tétano é relativamente mais comum em países subdesenvolvidos, com baixa cobertura vacinal, ocorrendo indistintamente em área urbana e rural. Ele está bastante relacionado com as atividades profissionais ou de lazer. Entretanto, o tétano acidental pode afetar todos os indivíduos não vacinados corretamente. A morbidade do tétano acidental no país se mantém com uma média de 1.438 casos notificados por ano. A mortalidade tem estado em torno de 1,6 por 100 mil habitantes. A letalidade pode variar de 50 a 70%, dependendo da duração do período de incubação e de progressão da doença, da faixa etária (mais elevada nos dois extremos de idade) e da qualidade de tratamento e da assistência.

 

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